RISE with SAP: a nuvem não tira a TI do jogo — muda o papel dela

O RISE with SAP é a oferta que leva o S/4HANA para a nuvem como assinatura. Ou seja: num contrato só, a SAP entrega o software, a infraestrutura (num hyperscaler como AWS, Azure ou GCP) e serviços de operação. À primeira vista, parece que resolve tudo — no entanto, é justamente aí que mora o risco: “as a service” não significa “sem responsabilidade”.

Por isso, neste artigo explicamos o RISE with SAP em linguagem simples, mostramos o que continua sendo seu e, além disso, trazemos um tema que quase ninguém cobre: o licenciamento por FUE — onde vimos, na prática, dinheiro escapando.

Em uma frase — o RISE é como alugar um apartamento mobiliado: o prédio, a estrutura e a manutenção são do locador (a SAP), mas quem decide quem tem a chave, o que entra e sai, e quanto se gasta de luz — continua sendo você.

O que o RISE with SAP cobre — e o que fica com você

O modelo se chama responsabilidade compartilhada. Em resumo, a SAP cuida da infraestrutura, do banco, dos patches e da disponibilidade contratada (veja os detalhes na página oficial do RISE). Do seu lado, por outro lado, ficam:

  • Segurança da aplicação. Primeiro, acessos, perfis, segregação de funções (SoD — quem compra não aprova) e proteção dos dados.
  • Identidade. Além disso, login único (SSO) e governança de usuários entre o SAP e o resto da empresa.
  • Integrações. Do mesmo modo, bancos, meios de pagamento, sistemas legados e de terceiros.
  • Consumo e custo. Por fim, o contrato tem degraus — portanto, alguém precisa vigiar o que empurra você para o degrau de cima.
SAP cuida (no RISE) infraestrutura e data center banco HANA e patches disponibilidade contratada operação técnica básica Continua SEU segurança da aplicação e SoD identidade e SSO integrações com tudo ao redor consumo, sizing e custo (FinOps) o contrato transfere a operação — não a responsabilidade pelo seu negócio
Responsabilidade compartilhada: a metade da direita é onde os projetos RISE tropeçam — e onde a Inove atua.

FUE: o licenciamento que ninguém explica

No RISE with SAP, os usuários são licenciados em FUE (Full Use Equivalent) — uma “moeda” que converte cada tipo de usuário num peso: um usuário avançado vale 1 FUE, um funcional vale uma fração, um de autosserviço vale bem menos. Ou seja: o contrato define quantos FUEs você comprou.

Na prática, contudo, vimos dinheiro escapar por dois ralos: usuários mal tipificados (gente classificada como avançada fazendo trabalho de autosserviço) e consumo invisível — por exemplo, aprovações de workflow contando como uso avançado em quem só clica “aprovar”. Por exemplo: num ambiente RISE que otimizamos, a retipificação de usuários e o ajuste do desenho de workflow derrubaram o excedente de FUE — sem tirar acesso de ninguém que precisava.

Ponto crítico — o sizing de memória HANA também tem degraus de preço no RISE. Gestão de volume (DVM/archiving + NSE) segura o crescimento do banco e evita subir de degrau na renovação. Licença + memória são as duas alavancas de FinOps no RISE.

Como a Inove ajuda

Em resumo, cuidamos da metade que continua sua: cibersegurança e SoD, identidade e SSO, integrações, FinOps de contrato (FUE + sizing) e sustentação ao redor do S/4HANA na nuvem. Dessa forma, você aproveita o melhor do RISE — sem descobrir buracos depois.

Nossa visão de sempre: queremos que o cliente não tenha dor de cabeça com TI e seja feliz — inclusive dentro do RISE.

Por onde começar

  1. Mapa de responsabilidades — preto no branco: o que é da SAP, o que é seu.
  2. Raio-X de FUE — em seguida, a tipificação real dos usuários versus o contrato.
  3. Segurança e identidade — depois, SoD e SSO desenhados para o ambiente RISE.
  4. FinOps contínuo — por fim, licença e sizing vigiados o ano todo, não só na renovação.
Infográfico: mapa de responsabilidades no RISE with SAP
O que a SAP cuida × o que continua seu — preto no branco.

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