Como a IOT pode impactar o agronegócio

Além da performance, aumento da capacidade produtiva do agronegócio com uso inteligente de recursos é uma necessidade do planeta, que deve ter quase 10 bilhões de pessoas em 2050

Estimado em US$ 12,5 bilhões em 2021, o mercado projetado para a Internet das Coisas no agronegócio deve atingir US$ 28,5 bilhões em 2030, de acordo com a Precedence Research. É muito provável que, nos próximos anos, o mundo assista a uma revolução de técnicas de precisão e melhoria da produtividade no campo a partir da aplicação da Internet das Coisas no agronegócio.

Não se trata apenas de uma intenção do setor em ser mais produtivo e faturar mais. É uma real necessidade da sociedade. Haverá, nos próximos anos, uma grande demanda de comida devido ao aumento populacional. Em 2050, estima-se que a população global chegue a 9,7 bilhões de pessoas, o que vai solicitar um aumento de 70% nas calorias disponíveis para consumo.

E, como bem se sabe, os recursos naturais, como a água e a própria terra, não são infinitos. “Sem uma sólida conectividade e infraestrutura para a agricultura, isso [suprir as demandas de alimentação global] não será possível”, afirma um relatório da empresa de consultoria McKinsey. Dessa forma, a TI se torna estratégica também para os negócios do campo.

Como consequência, a Internet das Coisas no agronegócio impacta positivamente os resultados das propriedades. As perspectivas da McKinsey são de que, se tiver sucesso em suas estratégias de ampliação da conectividade, o segmento deve adicionar entre US$ 2 a US$ 3 trilhões ao PIB global na próxima década. Isso também significa grandes resultados para os agricultores e pecuaristas.

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A Internet das Coisas no agronegócio

Vamos partir do princípio: o que é Internet das Coisas?

Trata-se de uma tecnologia que conecta e coleta dados entre diferentes equipamentos para que sejam analisados posteriormente usando as técnicas de Big Data. 

Se pensarmos em uma indústria, a IOT permite que diferentes dispositivos “conversem” entre si, o que vai trazer diversas informações sobre o processo produtivo, inclusive insights sobre melhorias e eventuais pontos que estão travando a manufatura. Para o agronegócio, a lógica é semelhante. 

A inclusão de sensores em tratores e máquinas garante, por exemplo, a capacidade de fazer um plantio personalizado, especialmente se a tecnologia for mesclada com informações precisas sobre a propriedade (GPS) e as obtidas por drones (imagens aéreas) – tudo isso se torna mais efetivo com a transmissão de dados pela nuvem.

Pensando em um cenário bastante evoluído no uso da tecnologia, é como se o conceito dos carros autônomos fosse estendido aos tratores no campo. Em um caderno sobre o tema, a Embrapa visualiza um futuro muito diferente daquilo que se vive hoje nas propriedades do país. “Outros dispositivos IOT levarão mais tempo a serem adotados, incluindo, por exemplo, tratores automáticos”, afirma o relatório.

“Os agricultores poderão plantar um campo inteiro com os tratores sem qualquer direção manual, sugerindo máquinas completamente automatizadas. Os tratores autônomos podem até ser desenvolvidos e adotados a um ritmo mais rápido do que os carros autônomos, pois as fazendas são um ambiente confinado e controlado, ao contrário das estradas públicas”, ressalta.

Quais outras aplicações da IOT no agronegócio?

Além de tratores autônomos, suas aplicações são variadas, pois o conjunto de dados levantados pode trazer insights e possibilidades para transformar a produtividade e a operação de uma propriedade. A automatização e o acesso remoto permitem modificar completamente a maneira como conhecemos as fazendas e campos de pecuária.

– Telemetria

Os sensores trazem dados sobre os tratores e outros equipamentos usados na propriedade. É possível ter informações dos próprios veículos (temperatura, localização, alertas de funcionamento, consumo de combustível) quanto de sua produtividade. Esse monitoramento pode ser feito a distância, visando dar mais inteligência e otimizar o processo de tomada de decisão.

– Meteorologia

Certos tipos de sensores conseguem perceber os níveis de irradiação de raios violeta, por exemplo. Isso traz informações sobre o clima no campo, o que vai aumentar a inteligência para controlar o uso de insumos, como a irrigação e até mesmo outros nutrientes. 

Em casos de eventos extremos (como geada e granizo), é possível se antecipar e adotar medidas preventivas para proteger a produção, quando for possível.

– Criação de animais

A instalação de sensores em bovinos – normalmente uma espécie de brinco – permite ter dados confiáveis sobre o estado de saúde dos animais – ganho de peso, água ingerida, gestão de remédios e vacinas. Na criação de frango, por exemplo, é possível controlar o índice de iluminação, a quantidade de comida oferecida, entre outros pontos, de forma automatizada.

– Imagens aéreas e videomonitoramento inteligente

Os drones podem ser usados para obter imagens aéreas da terra, o que permite ter mais informações sobre a área de plantio, a qualidade do solo, fazer ajustes para aumentar a produtividade, descobrir densidade da vegetação, planejamento de irrigação, identificação de pragas, entre outros caminhos. Essas informações favorecem a manutenção de condições do solo favoráveis.

– Subsídios para a equipe que está no campo

Se parte do trabalho será automatizada, há outra que ainda requer “mãos na terra”. Nesse sentido, os dados obtidos a partir da Internet das Coisas no agronegócio trazem informações precisas para que as pessoas atuem em prol da solução dos problemas encontrados. Ou seja, mais produtividade e otimização do tempo na sua força de tarefa manual.

Um longo caminho a ser percorrido

Uma pesquisa realizada pelo Sebrae e pela Embrapa indicou que há um longo avanço para que a Internet das Coisas possa, de fato, transformar o agronegócio brasileiro. Apesar de 84% dos agricultores brasileiros relatarem usar tecnologias digitais em seus processos produtivos, a maior parte está ligada à conexão com a internet e ao uso de aplicativos para marketing e divulgação.

Menos de um quarto deles contavam com soluções como: Programas de gestão específicos; GPS; Dados ou imagens fornecidas por sensores remotos; Dados ou imagens fornecidas por sensores no campo; e máquinas ou equipamentos com tecnologia embarcada. A pesquisa foi realizada em 2020 e ouviu 870 proprietários de terra e prestadores de serviço.

Apesar das oportunidades, os agricultores sabem que a tecnologia pode impactar diretamente a sua performance. Os 5 principais motivos para a adoção de soluções são:

– Obtenção de Informações e planejamento da propriedade;

– Gestão da propriedade rural;

– Compra e venda de insumos, de produtos e da produção;

– Mapeamento e planejamento do uso da terra;

– Previsão de riscos climáticos.

A principal reclamação para evoluir no quesito tecnologia é o valor do investimento. Além disso, a falta de conectividade de determinadas propriedades impede essa evolução. Uma das esperanças é que a tecnologia 5G permita essa evolução de forma rápida e possa ampliar o acesso a serviços específicos para o segmento.

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Por que a indústria tem sido alvo fácil dos hackers?

Cibercriminosos estão mirando obter vantagens: muitas empresas optam por pagar resgate, visto que é menos custoso do que manter as operações paradas

Ao se pensar sobre o setor que seria o primeiro alvo de ataques de hackers, o raciocínio mais comum é dos bancos ou cooperativas de crédito, visto que seu negócio envolve tradicionalmente dinheiro. Como mostramos no último artigo, porém, a indústria apresentou um volume maior de ataques, conforme o relatório da IBM, algo que chama a atenção, até mesmo por ser uma tendência global.

O “IBM Security X-Force Threat Intelligence Index de 2022” visa mapear tendências e padrões de ataque que a organização observou e analisou por meio de seus dados. De maneira geral, a América Latina experimentou um crescimento de 4% nos ciberataques em 2021 frente a 2020. O Brasil está, ao lado de México e Peru, entre os principais alvos.

A questão é: seria possível explicar o motivo para que a indústria se tornasse o alvo número um dos hackers? De acordo com a avaliação da própria IBM, por estar na base das cadeias de suprimentos, as indústrias se tornaram o alvo primordial dos hackers.

A lógica é simples: pode ser mais barato para as empresas pagar o resgate pedido pelos criminosos do que manter as operações estacionadas por muito tempo. Além disso, os serviços financeiros conseguiram obter resultados positivos na batalha para evitar os ataques cibernéticos, o que resultou em uma migração das iniciativas maliciosas cibernéticas.

“Os cibercriminosos geralmente perseguem o dinheiro. Agora, com ransomware, eles estão procurando a vantagem”, disse Charles Henderson, Líder do IBM X-Force. “As empresas precisam reconhecer que as vulnerabilidades estão atrapalhando e os atores de ransomware as aproveitam como forma de vantagem”, reforça.

Indústrias têm um papel crítico

“Os cibercriminosos encontraram um ponto de vantagem no papel crítico que as organizações de manufatura desempenham nas cadeias de suprimentos globais para pressionar as vítimas a pagar um resgate”, revela. A própria análise da IBM deixa claro que se trata de uma tentativa de sequestro de dados, o que se convém chamar de “ransomware”, em alusão a palavra “ransom” em inglês.

Esse tipo de ataque, aliás, respondeu por aproximadamente um terço (32%) das iniciativas dos hackers. “As gangues de ransomware não param de atacar, apesar do aumento nas defesas. De acordo com o relatório de 2022, a média de vida útil de um grupo de ransomware antes do encerramento das atividades ou rebranding é de 17 meses”, diz Henderson.

Segundo a BlackBerry, há uma parte específica sobre o REvil, o ransomware mais comum observado no país.  “O FBI acusou o REvil, grupo RaaS afiliado à Rússia, de ter realizado os ataques ao maior fornecedor de carnes do mundo, a JBS. Esses ataques ameaçaram a cadeia de suprimentos de alimentos mundial e são um lembrete sobre o estado vulnerável da infraestrutura”, aponta o estudo.

O caminho para as indústrias é seguir o que foi adotado pelo setor financeiro, que saiu do topo do ranking, o que “sugere que os elevados padrões de segurança estejam produzindo resultados concretos. Além disso, os ambientes híbridos e a nuvem modificaram a forma como gerir e visualizar dados”, diz a  IBM em seu estudo.

É praticamente impossível operar com a convicção de que todas as vulnerabilidades foram corrigidas: por isso, é preciso pensar em estratégias de recuperação de informações, backups inteligentes e em uma estratégia de proteção de todo o negócio. Além disso, um olhar atento para a infraestrutura interna é importante: os pontos fracos existentes causaram 18% dos ataques na América Latina.

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As modificações do trabalho híbrido

O trabalho híbrido forçado pela pandemia trouxe uma nova dinâmica de trabalho e também para os ataques cibernéticos. A IBM estima um aumento de 146% em novos códigos para usar os ambientes cloud para fins maliciosos, especialmente os malwares – o ponto de partida para o sequestro de dados.

Outro estudo da IBM indicou que os custos com violações saíram de US$ 3,89 milhões para US$ 4,96 milhões com o aumento do trabalho remoto. Além disso, houve crescimento de 58 dias para conter violações quando mais de 50% dos colaboradores não estão presencialmente na empresa. É possível impedir isso?

“É verdade que expandir a rede corporativa para abranger o ambiente doméstico e os dispositivos pessoais cria novas brechas de segurança para os adversários explorarem. Mas se nossas tecnologias e práticas de segurança atuais fossem robustas o suficiente para facilitar o redimensionamento, a transição poderia ter sido muito menos disruptiva para muitas organizações do que acabou sendo”, diz a pesquisa.

O desafio está em usar a inteligência de dados e a artificial para a proteção das companhias. Entre as medidas mencionadas no relatório da BlackBerry, estão:

– Aprendizado profundo e ataques adversariais – Visam detectar maneiras pelas quais as redes neurais podem ser ensinadas a enganar outros algoritmos preditivos alterando os dados de entrada.

– Defesas algorítmicas – Treinam ou arquitetam modelos para pré-processar dados antecipadamente, para mitigar os efeitos de ataques.

Ainda é preciso evoluir para garantir eficiência, mas deve-se começar a estudar essas estratégias para encontrar meios de prevenção dos ataques cibernéticos.

Recomendações

Quais seriam as boas práticas para aumentar a proteção? O primeiro passo é ter um plano de resposta para ataques de ransomware, pensado de forma estratégica, o que pode reduzir drasticamente o tempo e o dinheiro gasto na resposta. Essa estratégia deve incluir:

– Crie um plano imediato de contenção, considerando que autoridades, fornecedores e parceiros devem ser informados. É possível simular cenários e como será a reação.

– Estruture um armazenamento seguro e mecanismos de recuperação das informações (backups), armazenados em outros locais.

– Apesar dos investimentos, não há garantia de que um ataque desse porte não vá ocorrer. Por isso, tenha em mente o quanto sua empresa produz e os valores demandados para resgates.

Não esqueça da nuvem: gerenciar e proteger essas informações pode demandar ferramentas adicionais, assim como experiência de colaboradores.

– Implante autenticação de dois (ou mais fatores) em todo ponto de acesso para a sua companhia.

– Eduque e treine os seus colaboradores em relação às estratégias adotadas pelos cibercriminosos, incluindo o phishing, que geralmente conta com a colaboração dos usuários.

– Mantenha uma equipe de segurança ativa e focada em identificar vulnerabilidades.

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Ataques cibernéticos estão mais comuns no Brasil

Ao contrário do que se pode imaginar, as operações de criminosos estão mirando não só empresas de grande porte, como as de médio e pequeno, que estão mais suscetíveis às ameaças

A BlackBerry elaborou um relatório de ameaças digitais referentes ao ano de 2022. Atualmente, a segurança cibernética é um quebra-cabeça difícil de ser solucionado pela maioria das organizações. As ações adotadas pelos criminosos estão em constante transformação, o que exige atenção frequente por parte das organizações, independentemente de seu segmento de atuação.

Vale lembrar que esta preocupação não se dirige apenas às companhias de grande porte, organizações públicas, ONGs, instituições financeiras, entre outras. As pequenas e médias são cada vez mais vítimas destes ataques. “Ninguém está seguro. Quando se trata de ciberataques, a imunidade é zero”, reforça o relatório da BlackBerry.

Estima-se que 70% das PMEs sofreram ataques cibernéticos, sendo que 60% delas fecharam as portas nos seis meses seguintes. Os pesquisadores descobriram PMEs com 11 a 13 ameaças por dispositivo em média, um número muito maior do que nas grandes empresas. 

“Órgãos governamentais e grandes empresas podem sobreviver a um ciberataque. Mas, para PMEs, muitas vezes é uma sentença de morte”, diz o relatório. “A fluidez dos ciberataques modernos pode exigir que as organizações repensem com frequência suas abordagens de cibersegurança”, ressalta.

Mais recursos fluindo para frear ataques cibernéticos

Este cenário aumenta a preocupação das empresas e faz com que mais recursos sejam revertidos em prol da cibersegurança. Segundo a Global Digital Trust Insights Survey 2022, desenvolvida pela PwC, 77% dos executivos brasileiros acreditam que as organizações se tornaram “complexas demais” para serem protegidas – este índice é de 75% no globo.

Este receio, porém, leva 83% das empresas do Brasil a estimarem um aumento nos gastos cibernéticos em 2022, em comparação com 69% no mundo. A título de comparação, em 2020, os índices obtidos eram de 55% e 57%, respectivamente. E 45% dos brasileiros devem ampliar o investimento acima de 10% — 26% em todo o mundo.

No entanto, parte desses recursos é desperdiçado pela complexidade das organizações. Muitas empresas investiram em produtos sem considerar sua segurança e sem garantir que a área de TI teria um papel estratégico na organização. Outras desconhecem até mesmo os seus ativos de TI, o que as torna pouco produtivas e mais propensas ao risco de ataques.

Outro erro recorrente é o de separar riscos corporativos da área cibernética, o que atrapalha no planejamento de respostas para eventuais situações de crise.

Quais os setores que mais sofrem?

Um relatório da IBM fez um levantamento das dez áreas mais atacadas na América Latina e sua variação entre 2021 e 2020:

Gráfico, Gráfico de barras

Descrição gerada automaticamente

O que chama a atenção é a liderança do setor de manufatura (indústria), que teve um grande salto, enquanto a área de finanças e seguros conseguiu reduzir a tentativa de ataques. Uma pesquisa da McKinsey mostrou que o setor de energia – 4º classificado neste ranking – pode ser afetado em vários setores, o que inclui a geração, a transmissão e a distribuição, podendo ter efeitos devastadores.

A Light, por exemplo, foi vítima de um ataque de ransomware, cujo pedido de resgate dos dados foi na ordem de US$ 14 milhões.

Os ataques mais comuns

No relatório da BlackBerry, há uma lista de ataques comuns e quais foram os seus alvos principais. Eles foram divididos em grupos específicos:

– Cobalt Strike – Desenvolvido como uma arma para ampliar a segurança, a ferramenta foi usada para ajudar as empresas a identificarem falhas em seus sistemas. No entanto, com o seu vazamento, ela passou a ser usada de forma maliciosa.

Segundo a BlackBerry, “os agentes de ameaças estão ampliando o uso de provedores de nuvem legítimos para hospedagem. Isso permite que os operadores de malware ocultem seu tráfego dos sistemas de monitoramento, o que torna a tarefa de bloqueio automatizado mais complicada”.

– Ataques à cadeia de suprimentos – Esta abordagem tem sido usada pelos hackers pelo fato de ampliar o seu resultado: “o impacto potencial e a disseminação de um ataque à cadeia de suprimentos pode ser muito maior do que ter como alvo uma vítima individual”.

A lógica é simples: ao atacar um produto, como um sistema de gestão, por exemplo, pode se tornar mais simples acessar seus clientes. Por isso, a PwC sugere que sejam adotadas medidas para reduzir o risco relacionado a fornecedores ou terceiros, inclusive os de soluções tecnológicas. Essas tentativas podem ocorrer com serviços de diferentes áreas, inclusive nos fornecidos pela nuvem.

– Ransomware – É um tipo de malware que se instala nos sistemas das empresas e pode reter os dados corporativos, exigindo um pagamento de resgate. Por isso, inclui a palavra “ransom” –  sequestro, em inglês – em seu nome. Os alvos principais desses ataques foram os bancos, seguros e serviços comerciais e profissionais. Em 2021, vários se destacaram: Revil, Darkside, Conti, Avaddon e Ragnar Locker.

– Infostealer – É usado para coletar informações confidenciais, como senhas, cartões de crédito e dados bancários, entre outros. Em geral, a estratégia usada para ingressar nos sistemas é o chamado phishing, por meio de e-mails com conteúdo duvidoso. Além dos bancos, um alvo recorrente, outros setores apareceram: governos estaduais, imobiliário, setor de saúde, seguros, entre outros.

Boas práticas corporativas

Alguns cuidados garantem que a empresa opere de forma a prevenir ataques cibernéticos. Veja algumas dicas:

– Atuação conjunta do CEO, responsáveis pelas finanças e de segurança para garantir um orçamento voltado à proteção cibernética.

– Construa uma base sólida de confiança de dados: uma abordagem corporativa para governança, descoberta, proteção e minimização de dados.

– Analise e quantifique os riscos cibernéticos para relatórios em tempo real. Nesse momento, inclua os riscos corporativos gerais para mensurar um potencial efeito sobre os negócios.

– Com um levantamento claro, identifique o que funciona em seu modelo de negócios e onde é possível simplificá-lo.

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Planeje a sua TI para a Black Friday: o consumidor não aceita mais instabilidade

Testes devem ser realizados para garantir o pleno funcionamento do site durante um dos dias de maior movimento no ano

Em 2021, o faturamento da Black Friday no Brasil foi de R$ 5,4 bilhões, de acordo com dados da Neotrust. No ano anterior, o resultado ficou na casa dos R$ 4 bilhões. Um levantamento do Reclame Aqui sobre a Black Friday mostrou quais foram as três principais queixas dos consumidores nas compras da segunda principal data do e-commerce do país, atrás apenas do Natal:

14,3% tiveram problemas com a tecnologia, como lentidão, instabilidade e dificuldade de acesso;

30,5% sofreram com o Atendimento ao Cliente.

– 10,5% foram afetados com as formas de pagamento. Imagine entrar no site, escolher e não conseguir pagar?

Planeje a sua TI para a Black Friday com o nosso Guia, que traz 5 pontos de atenção para esta data. Acesse e saiba mais! (em breve)

Para evitar esses problemas, é importante tomar alguns cuidados na hora de planejar a sua TI para a Black Friday, já que estamos falando de uma das épocas de maior movimento do ano, atrás apenas do Natal. É preciso garantir que as pessoas consigam navegar com agilidade, ler as descrições dos produtos, incluí-los no carrinho e fechar a compra. 

Veja os principais cuidados:

– Expansão rápida da infraestrutura – Um site deve experimentar um tráfego muito mais alto do que na média dos demais dias do ano. Independentemente de uma empresa de grande ou pequeno porte, o cliente espera conseguir navegar. Nesse sentido, é preciso preparar a infraestrutura para crescer conforme a demanda, o que pode ser simplificado com uma arquitetura orientada a serviços (SOA).

Para isso, é preciso entender se a sua estrutura pode se expandir de acordo com a demanda. O desafio está em encontrar a solução para manter o site no ar, com um grande volume de acessos.

– Realize testes – Em uma infraestrutura interna, é possível fazer diversos testes para simular a reação do site ao grande tráfego. Uma solução interna requer investimentos em ativos de TI e pessoas prontas para encarar as dificuldades. Nesse sentido, muitas organizações têm apostado em ferramentas na nuvem, sem a necessidade de aportar recursos em hardwares para suportar a demanda.

Uma estrutura na nuvem pode escalar de acordo com a demanda: é possível antecipar esse movimento com o seu servidor, de forma planejada e estruturada. Nessas simulações, analise como os métodos de pagamento vão responder, assim como os sistemas voltados à logística. Além disso, é possível antecipar planos de contingência.

– Faça estimativas reais – Ok, é possível planejar a sua TI para a Black Friday. Mas qual será o volume de tráfego? Essa pergunta é relativamente simples de ser respondida. Baseada em seu histórico de anos anteriores, pode-se estimar projeções pessimistas, realistas e otimistas da demanda de usuários simultâneos e totais no site.

Essas previsões são cada vez mais acertadas com o suporte da tecnologia, como o Machine Learning. Além das referências das datas anteriores, ela é capaz de simular cenários distintos, trazendo diferentes insights para a testagem de desempenho. O objetivo é determinar o limite que o sistema tolera.

– Cibersegurança é mais do que um detalhe – Em 2021, uma pesquisa da ClearSale mostrou que as tentativas de fraude na Black Friday subiram 131,5% na comparação com o mesmo período de 2020. O número de pedidos potencialmente fraudulentos saltou de 51,5 mil em 2020 para 119,3 mil em 2021.

Além de garantir a estabilidade, a segurança é outro ponto determinante para muitos consumidores seguirem em sua jornada de compra. Com o maior volume de compras, é comum hackers orquestrarem ataques chamados de DDoS, que visam roubar dados de clientes, como CPF e informações do cartão de crédito. Mecanismos de criptografia, protocolos seguros e investimentos constantes reduzem esse risco.

– Orientação – Há casos de fraudes que não dependem do seu negócio, como simulações de e-mails com promoções, pagamentos, confirmações de ordem ou cupons. Neste caso, a orientação dos consumidores é fundamental, informando quais são as formas de contato realizadas para diminuir a chance de golpes.

– Responsividade – Compras online podem ser feitas via smartphone, notebook, tablet ou aplicativo. O desafio do e-commerce é garantir uma experiência positiva em cada um desses caminhos. Por isso, a construção do site precisa considerar a responsividade integral para que se adeque à tela do usuário.

E a responsividade não está apenas em abrir as informações da forma correta, mas de garantir que a velocidade, a estabilidade e a segurança se repitam, independentemente do meio escolhido.

– Suporte a múltiplos usuários – Um dos desafios da TI é a criação de boas experiências para os usuários na Black Friday. Todo o esforço desta data deve se direcionar para garantir uma boa relação com os clientes. Erros vão repercutir na imagem da marca, percepção de clientes e em relações futuras. Abordamos este tema neste artigo do blog.

– O desafio do pagamento – Cartão de crédito, boleto, Pix, Paypal… São várias maneiras de efetuar um pagamento. O e-commerce deve garantir que o cliente opte por aquele que considera mais prático. As estruturas do site – assim como o acesso – devem garantir a operação e confirmação de milhares de pagamentos em uma mesma data, sem delay ou problemas.

A reputação do site é afetada se há dificuldade em efetuar a compra ou lentidão neste momento, o que passa a impressão de que algo pode ter dado errado, gerando preocupação.

– Otimize o fluxo de e-mails – É comum o cliente receber imediatamente uma confirmação de sua compra e qual o caminho para monitorar o processo de entrega do produto. Este envio deve ter um fluxo automático e eficiente, de modo a dar transparência ao processo.

Caso tenha interesse, abordamos em outro artigo os Prejuízos causados com a instabilidade de sistemas na Black Friday.

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O prejuízo gerado pela instabilidade de sistemas durante a Black Friday

Estima-se que sites brasileiros ficaram mais de 9 horas fora do ar no período que engloba a Black Friday à Cyber Monday, gerando mais de R$ 36 milhões em perdas

A Black Friday precisa ser aproveitada intensamente pelos dois lados envolvidos: consumidor e varejista. São 24 horas – ou 96, caso se considere a Cyber Monday — para que o seu negócio possa desfrutar dos grandes benefícios desta data, considerada a segunda mais importante para o e-commerce, atrás apenas do Natal.

Esse curto intervalo leva a um boom de consumidores nos sites simultaneamente, o que causa instabilidade na Black Friday. Como demonstramos neste artigo, o faturamento da data em 2021 foi de R$ 5,4 bilhões, conforme os dados da Neotrust.

Esse resultado, porém, poderia ser ainda melhor, não fossem as instabilidades dos sites. Um levantamento da Sofist indicou que a lentidão e inconsistência dos e-commerces causou R$ 36,1 milhões de prejuízo no período.

O resultado é quase 26% inferior ao contabilizado em 2020, quando o prejuízo devido à instabilidade na Black Friday foi de R$ 48,7 milhões. Em todo o globo, a estimativa é de que 47 milhões de consumidores participaram da data (incluindo a Cyber Monday), um aumento de 10% na comparação com 2020.

Como se determinou o prejuízo?

Os valores estimados de perda se basearam em um levantamento que monitorou 116 sites a partir das 22 horas de 25 de novembro até 23h59 de 29 de novembro, período mais recorrente das promoções em 2021. Para incluir como instabilidade, o levantamento considerou alguns fatores:

– Problemas técnicos, como páginas de erro;

– Uso de páginas de espera, também conhecidas como “tampão”;

– Demora excessiva (timeout), quando o site não termina de carregar em 45 segundos.

No total, 54 das 116 lojas (46%) saíram do ar em algum momento do período monitorado. Ao todo, foram 9 horas e 25 minutos de sites indisponíveis, que resultaram no cálculo de R$ 36,1 milhões de prejuízos. Ou seja, poucos momentos de instabilidade se revertem em perdas relevantes para os e-commerces.

Como evitar a instabilidade na Black Friday?

Há diversos cuidados a serem tomados, mas o principal é fazer investimentos em tecnologia que propiciem a escalabilidade de serviços necessários durante esse alto volume de tráfego. Nesse sentido, é importante que a TI ganhe um papel de protagonista, sendo pensada de forma estratégica para a organização, o que inclui a garantia de funcionamento dos serviços durante a Black Friday e outras datas comemorativas.

Para isso, diagnósticos de TI constantes ajudam a identificar inconsistências nos sistemas, conforme demonstramos neste artigo do blog. Entre as áreas que precisam ser avaliadas, estão storage, performance de backup, otimização da infraestrutura, integração de sistemas, entre outros pontos. Nessa realidade, há outros investimentos em tecnologia que podem contribuir:

– Internet das Coisas – Ajudam na integração das lojas físicas e virtuais, coletando mais dados sobre o comportamento dos clientes, o que gera insights também para as compras online.

– Data Analytics – Trata-se de um imenso banco de dados de informações relevantes para o negócio, que exige tratamento para que se tornem dados estruturados. Isso ajuda na tomada de decisões mais inteligentes, baseadas na realidade e no histórico.

– Machine Learning – Ajuda a prever a dimensão e o volume de clientes que serão atendidos nos picos da Black Friday. Para isso, usam o histórico de dados armazenado no Analytics.

– Inteligência artificial – Das recomendações de compra à percepção de produtos parados em carrinhos, essa tecnologia pode ser o toque final para incentivar o consumidor a fechar um negócio.

– Serviços na nuvem – Neste artigo, falamos da nuvem para o mapeamento de ativos de TI. Mas ela traz outros benefícios: “a tecnologia ganhou corpo pelos resultados diretos que trazem às empresas, como a melhora da gestão, o aumento de produtividade e de segurança. Outra possibilidade é a estabilidade e a escalabilidade, com serviços sempre disponíveis e que podem ser ampliados ou reduzidos conforme a necessidade”.

Como pode se perceber, trata-se de um trabalho que não acontece da noite do dia. É preciso ter planejamento e fazer os investimentos necessários em infraestrutura, soluções e testes para se chegar a um padrão que replique a realidade que será encarada neste período. Só uma ação organizada evita a instabilidade na Black Friday em e-commerces.

O think time

No meio de TI, “Think Time” é a definição do tempo usada para simular o comportamento de um usuário real. Nesse sentido, é importante que os sites tenham conhecimento deste think time para ações de login, busca, fechamento do pedido, pagamento, entre outras ações no ato de compra online.

Os testes realizados pelas organizações para dimensionar a capacidade de um site precisam considerar essa situação. Se as verificações executadas não seguirem o padrão humano, acabam não trazendo insights reais para os executivos, criando um cenário irreal.

É possível que essa situação que não reflete a realidade ajude os negócios a estruturarem sua demanda para um volume ainda maior, assim como não dimensionarem da maneira correta. Para isso, o cuidado está em planejar o teste para que ele efetivamente simule a realidade daquela data, projetando possível instabilidade na Black Friday.

Por isso, o think time de um usuário e a sua forma de navegação ajuda a dimensionar o tempo de resposta necessário e os ajustes para suportar a demanda.

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Quais tecnologias podem impulsionar as cooperativas de crédito?

Automação de processos, melhoria dos bancos de dados, avanços em machine learning, uso de chatbots e infraestrutura em nuvem são algumas das possibilidades dessas instituições financeiras

Embora temas como metaverso, robôs autônomos e outros estejam na boca de muitas organizações, a inovação em cooperativas passa muito pela maior capacidade de organização e melhoria de seus processos internos. Automação de processos, melhoria dos bancos de dados, pequenos avanços em machine learning, uso de chatbots e infraestrutura em nuvem são questões mais próximas da realidade.

As cooperativas de crédito são vistas pelos especialistas como ambientes bastante tradicionais, a exemplo de empresas familiares, o que faz com que as inovações ocorram de forma mais controlada, gradativa e lenta. Trata-se de um ambiente mais restrito do que de startups ou empresas de tecnologia, no qual a inovação integra o DNA, com busca de melhorias constantes dos processos.

Apesar disso, a necessidade de transformação digital fez com que muitas dessas instituições passassem a buscar resultados mais efetivos a partir da inovação. Isso foi associado à tentativa de construir uma cultura de inovação, que, neste ambiente, está diretamente relacionada à criação de programas específicos.

Essas iniciativas são bem-vistas e auxiliam as cooperativas de crédito a encontrar soluções por abrirem espaço para os erros e as experimentações, algo que era visto como negativo anteriormente e passou a ser incentivado por muitas lideranças. Com isso, esses programas contribuem para formar gestores, fomentar novas ideias e dar um fluxo para a sua análise e desenvolvimento.

O sucesso do cooperativismo impacta diretamente a economia do Brasil, um país que conta com 4.880 cooperativas e 18,8 milhões de associados (quase 10% da população), além de empregar quase 500 mil pessoas, conforme os dados da OCB.

Em busca de resultados mais promissores

Uma pesquisa realizada em 2021 pelo Sistema OCB (Organização das Cooperativas do Brasil) mostrou que o cooperativismo tem ânsia em inovar. Das quase 500 instituições que participaram do estudo, 84% afirmaram que consideram a inovação “importante para o crescimento e o desenvolvimento do setor”.

Em um ambiente tradicional, essa perspectiva de transformação é vista com bons olhos. Ela está se consolidando por mostrar resultados: 88% das cooperativas registraram performance positiva após a implementação de projetos inovadores, como melhoria de processos internos, criação de novos produtos e serviços e incremento do faturamento.

Há diferentes setores no qual as inovações estão sendo buscadas nas cooperativas: atendimento ao cliente (64%), marketing e comunicação (60%), tecnologia (53%) e comercial (45%) aparecem com destaque.

Apesar do interesse em melhorar, as cooperativas em geral ainda sofrem com lapsos de criatividade: 42% delas relatam falta de ideias e projetos e somente 29% destinam recursos para a área de inovação. O que demonstra a importância dos programas de inovação neste ambiente, além da aproximação de pessoas de diversos perfis e setores para entender e discutir os problemas e buscar soluções.

A importância da TI para cooperativas de crédito

O momento vivido pelas cooperativas de crédito é semelhante ao de muitas empresas, especialmente após as dificuldades enfrentadas na pandemia. A necessidade de home office fez com que muitas tivessem que buscar soluções em diferentes áreas, entendendo o departamento de Tecnologia da Informação como um elemento estratégico para o seu negócio.

Para isso, é importante que a TI se foque em atividades de alto valor, que possam repercutir diretamente na performance do negócio, conforme abordamos neste artigo. Algumas tecnologias e suas aplicações estão sendo usadas nas cooperativas de crédito e de outros segmentos:

Inteligência Artificial – Visa garantir que processos repetitivos (fiscais, por exemplo) possam ser automatizados, dando mais agilidade e velocidade no desempenho de tarefas nas quais os ativos humanos perdem muito tempo e cometem muitos erros. É de grande apoio no chamado RH 4.0, no preenchimento de notas fiscais, entre outras questões.

Machine Learning – São soluções desenvolvidas para a máquina aprender conceitos, padrões e encontrar soluções, por meio de análises, testes e observações. Dentro do sistema financeiro, o ML facilita a análise de risco, a modelagem de crédito e a prevenção contra fraudes, otimizando a atuação das cooperativas de crédito e ampliando a segurança do negócio.

Chatbots/assistentes virtuais – Cada vez mais, os clientes estão buscando atendimentos pelos canais mais diversos: redes sociais, whatsapp, telefone, SAC, site… As possibilidades são inúmeras e atender múltiplos usuários de forma simultânea é um desafio para qualquer negócio.

Nesse sentido, os chatbots/assistentes virtuais têm aparecido como uma solução para garantir respostas 24 horas em todos os dias da semana, otimizando o atendimento de questões simples e direcionando situações complexas para as pessoas.

Analytics/Big Data – Baseado em dados do próprio negócio, é possível identificar oportunidades de melhorias, com dados precisos para a tomada de decisões. Na comparação com outras empresas do setor, é possível aplicar a tecnologia como benchmarking para otimizar a performance.

Sua aplicação é variada: no segmento financeiro, auxilia na identificação de padrões de comportamento; em RH, auxilia a encontrar o perfil ideal para a vaga; no agro, fazer projeções de resultados atreladas à realidade nas mais variadas condições.

Infraestrutura em nuvem – Propicia o trabalho remoto, com a separação dos locais de armazenamento e processamento. Além disso, amplia a segurança (e o compliance dos dados de cooperados), a eficiência e a economia de recursos no médio e longo prazo.

Por muitos anos, as cooperativas foram entendidas como um ambiente fechado, sem espaço para erros e restrito à inovação. A realidade, porém, é que a necessidade de transformação digital e a competitividade fez com que, do campo às instituições financeiras, essas organizações buscassem evoluir em processos e em investimentos para continuarem sua expansão.

Temos um time focado apenas em contas de cooperativas de crédito, trazendo expertise e inteligência tecnológica para o sucesso da transformação digital de sua cooperativa. Fale com um especialista.

Nuvem verde: entenda como migrar para cloud pode ajudar na redução da emissão de carbono

Setor de TI deverá incluir estratégias para reduzir o consumo de energia e contratar serviços mais atrelados às tendências de sustentabilidade, impulsionando a chamada nuvem verde

Boa parte das principais empresas globais está se movimentando para mitigar os seus impactos ambientais. Existem diferentes especificidades em relação a essas práticas para cada segmento, incluindo o de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). As mudanças decorrem de exigências governamentais e cobranças de clientes e fornecedores, o que impulsiona a nuvem verde na área de TI.

As estimativas do Boston Consulting Group são de que o setor de TI responda por entre 3% e 4% das emissões totais de CO2, o que significa o dobro do setor de aviação. Se não forem adotadas medidas, esse porcentual poderá atingir 14% em 2040. Com o maior volume de uso de dados pelas empresas, há uma perspectiva de que os Data Centers respondam por 8% do consumo de eletricidade global.

Um estudo da consultoria Allied Market Research aponta que o segmento de data center deve sair dos US$ 187,3 bilhões em 2020 para US$ 517,1 bilhão em 2030. Trata-se de um crescimento anual de 10,5% em uma década. É justamente esse o motivo por trás da nuvem verde, que se dissemina entre as empresas do setor em uma tentativa de mitigar impactos.

Trata-se de uma iniciativa que visa encontrar meios para reduzir os impactos do setor no meio ambiente, especialmente no consumo de energia elétrica, uma transição buscada por todas as indústrias em resposta às exigências futuras.

Nessa jornada, há alguns caminhos que devem se tornar comuns: aumento da chamada infraestrutura como serviço (IaaS), que retira os data centers dos escritórios; migrações para serviços totalmente na nuvem; incremento e melhoria da aplicação de logística reversa dos materiais usados na fabricação dos componentes de TI – o que requer um inventário sempre atualizado.

A IaaS permite que nunca haja sobrecarga e capacidade subutilizada dos serviços, visto que a contratação e o uso consideram a demanda. Com isso, há uma redução de custos sem afetar a eficiência empresarial.

O caminho verde para o futuro

Uma das propostas adotadas por empresas de TI rumo a um futuro verde é a migração de data centers para as nuvens públicas. Uma estimativa da Accenture aponta que essa mudança pode reduzir as emissões de CO2 em 59 milhões de toneladas – o equivalente a tirar 22 milhões de veículos das ruas, o que se enquadra nas iniciativas sustentáveis de empresas com extensivo uso de dados.

Não se trata apenas de reduzir o nível de equipamentos adotados nos escritórios empresariais, a mudança para a nuvem verde abre oportunidades para a discussão de outros temas que impactam o setor de TIC: a transição para energias mais limpas (solar, eólica e hidráulica; redução de desperdícios de materiais; melhoria da logística reversa, incluindo de data centers; e inovações em P&D para melhor uso de dados).

O caminho para a nuvem verde e outras estratégias ambientais parece ser uma direção sem volta para as companhias do segmento: mais de 99% dos CEOs de empresas grandes concordaram que a “sustentabilidade é um ponto crítico para o sucesso futuro dos seus negócios”, de acordo a Accenture:

– 59% afirmam que pretendem implementar uma política de baixo carbono e energia renovável;

– 44% devem tentar zerar as emissões referentes ao seu consumo de energia nos próximos dez anos;

Essa é mais uma prova de que a TI está envolvida em ações de alto valor em diferentes perspectivas empresariais.

Fatores para a transição para a nuvem verde

No momento de escolher seus parceiros e fornecedores, as empresas potencialmente seguirão alguns critérios muito claros:

– Escolha por um provedor de carbono neutro ou negativo;

– Fontes de energia renováveis em vez de cotas de compensação de carbono;

– Compromisso com uma infraestrutura mais eficiente em termos energéticos: rede e servidores, edifícios para escritórios com certificações ambientais, gerenciamento de água;

– Inclusão de calculadoras de carbono ou relatórios periódicos de emissões para acompanhar o seu impacto, até mesmo em tempo real;

Quais as vantagens da nuvem verde?

Existem alguns benefícios em fazer essa transição. Veja alguns deles:

– Economia de insumos – Nos últimos anos, o Brasil enfrentou aumentos constantes na tarifa de energia, um insumo necessário a qualquer organização hoje em dia. Conseguir otimizar esse consumo resulta em uma redução de custos.

– Promoção de eficiência energética – O gerenciamento de aplicativos pode ser migrado para a nuvem, reduzindo a necessidade de energia. Muitos dos data centers “profissionais” contam com tecnologias que desativam os servidores se não houver troca de dados, o que garante uma redução em comparação com o seu uso tradicional.

– Mais eficiência de custos – IaaS e SaaS (software as a service) permitem que as empresas selecionem os serviços necessários e os escalem quando houver necessidade. Trata-se de uma iniciativa inteligente dentro desta perspectiva, permitindo que várias organizações ou unidades de negócio compartilhem da mesma infraestrutura.

– Redução de danos ambientais – Estima-se que quinze computadores ligados todos os anos equivalem ao impacto para o meio ambiente de um carro médio. Quando se cria programas para gerenciar a energia a partir da computação em nuvem, obtêm-se resultados positivos. Quanto maior o volume de energia de fontes renováveis, maior a sustentabilidade.

– Inspiração para funcionários – Muitas pessoas preferem trabalhar em empresas que compartilhem os mesmos valores que os seus. A sustentabilidade é um aspecto que ganha mais peso, seja na escolha dos alimentos ou determinando onde se trabalha. Esse cuidado se torna inspiração e contribui para a retenção de muitos talentos.

– Manutenção de clientes – Em muitos negócios, o compliance ambiental é um diferencial. Por isso, empresas que mitigam os seus danos e expõem essas informações de maneira responsável (normalmente em relatórios de sustentabilidade) conseguem manter clientes com mais facilidade, além de obterem ganhos de imagem como uma empresa responsável ambientalmente.

A transição para a nuvem verde é um caminho sem volta. O que o seu negócio está fazendo para acompanhar essa tendência?

Fale com um especialista em nuvem da Inove Solutions e entenda porque somos a start up que está inovando a TI de diversas empresas.

Como a operação em nuvem permite mapear ativos mais facilmente?

Ao mapear ativos, a empresa consegue gerenciar todos os seus componentes tecnológicos, obtendo controle total dos recursos, evitando desperdícios e promovendo um gerenciamento inteligente da TI. A elaboração de um inventário de TI é um caminho adotado por muitas empresas para conseguir gerenciar a TI, reduzir custos e inovar o parque tecnológico. Este documento reúne todos os ativos de um negócio (software, hardware, licenças, dispositivos) de modo a entender como essa estrutura atende aos objetivos atuais e o que precisa ser evoluído para permitir o desenvolvimento dos planos futuros. Abordamos o tema neste artigo.

A partir do inventário de TI, é possível partir para uma gestão de ativos de TI. Trata-se de uma busca pela otimização dos processos pela perspectiva da administração dos elementos de software e hardware, identificando quais são, onde estão e suas principais características. Esse processo pode ser gerido de forma muito mais inteligente com as soluções na nuvem.

Ao mapear ativos, a empresa consegue gerenciar todos os seus componentes tecnológicos, evitando desperdícios e tornando os dispositivos e soluções mais longevos, pois estabelecem uma rotina organizada de manutenção e atualizações dos aplicativos. Essa medida resulta em economia de tempo e de dinheiro, visto que otimiza o investimento necessário para se tornar (ou seguir) competitivo dentro de um segmento, garantindo que a equipe se envolva em ações de alto valor.

Na nuvem, esse mapeamento pode trazer novos insights para a organização, identificando soluções e dispositivos usados com mais frequência e aqueles que podem ter ficado em um segundo plano. Com isso, é possível entender o comportamento dos usuários e como os ativos estão sendo usados pela companhia, abrindo novas oportunidades de melhorias para os colaboradores e de redução de custos. 

A arquitetura em cloud permite ainda a utilização de TAGS capazes de identificar o centro de custo que está utilizando a nuvem e com isso permitir uma melhor gestão  e possibilitar cálculo do ROI (return on investment) de cada área, retirando todo o custo de nuvem apenas da área de TI.  

Operação em nuvem

Para muitas organizações, o uso da nuvem é uma maneira rápida, eficaz e segura de garantir a oferta de soluções em ambientes distribuídos. Atualmente com o novo perfil de trabalho híbrido a maioria das organizações estão olhando novamente para seus ativos, a fim de reestruturar ativos e softwares para operarem em diferentes contextos, inclusive em home office.

Com as informações na nuvem, é possível visualizar, monitorar e analisar todos os ativos e serviços em um único lugar, independentemente de onde foram usados. Essa visão integral garante uma maior capacidade de tomada de decisões, especialmente se houver um alinhamento com as estratégias de negócios para o futuro, que exigem novos investimentos.

No caso da infraestrutura e das aplicações em cloud (nuvem), a tecnologia ganhou corpo pelos resultados diretos que trazem às empresas, como a melhora da gestão, o aumento de produtividade e de segurança. Outra possibilidade é a estabilidade e a escalabilidade, com serviços sempre disponíveis e que podem ser ampliados ou reduzidos conforme a necessidade.

Não à toa, as soluções de cloud estão em plena expansão. Uma pesquisa do Instituto Gartner mostrou que, em 2022, mais de US$ 1,3 trilhão foram investidos na migração para a nuvem. Em 2025, esse aporte deve chegar a US$ 1,8 trilhão.

A relação entre nuvem e o mapeamento de ativos

O inventário e a gestão de ativos de TI é um trabalho que precisa ser mantido de forma contínua, visto que a organização segue adquirindo dispositivos, incluindo novas soluções para os seus colaboradores. Parece simples, mas essa gestão contempla todos os dispositivos físicos e virtuais de um negócio, assim como contas e usuários em múltiplas plataformas. 

Em outras palavras, trata-se de uma grande e relevante base de dados, que traz muitas informações cruciais sobre um negócio e como ele pode se tornar mais efetivo. A adoção de soluções na nuvem simplifica essa tarefa, inclusive dando a possibilidade de análises mais profundas, com cruzamentos de dados considerando os ativos conforme determinados períodos.

Essa transição para mapear ativos na nuvem deve ser feita de forma cuidadosa, dando atenção especial à participação de toda a estrutura diretiva e de seus colaboradores.

Afinal de contas, toda a organização precisa entender os motivos das mudanças e como elas impactam – e se interferem – na rotina diária. Além disso, a comunicação deve ser clara sobre a coleta de dados, que serão fundamentais para mapear os ativos e o seu uso e como se darão as fases de início, transição e quais as alterações potenciais para as pessoas em sua rotina. Isto pode ser automatizado utilizando uma plataforma de change management como uma CMDB (Banco de Dados de Gerenciamento de Configuração), que oferece suporte aos processos de gerenciamento de serviços, principalmente relacionados a Incident, Problem, Change, Release e Asset Management.

Funcionalidades importantes para mapear ativos

Ao se buscar soluções para mapear ativos mais facilmente, algumas funcionalidades são interessantes, tais como:

– Oferecer uma visão geral do inventário de ativos, permitindo a criação de subgrupos ou sua própria maneira de administrar todos, com filtragem rápida e simples para o operador, o que vai facilitar as análises;

– Coletar dados dos recursos e permitir a realização de cruzamentos de seus usos, compreendendo novos cenários;

– Emitir alertas de detecção de riscos, como falhas de segurança e outras possíveis vulnerabilidades, preservando dados e outras informações do negócio;

– Integrar dados com outros softwares de gestão, como ERP e outras ferramentas usadas na administração das organizações;

– Gerar gráficos, dashboards e outras maneiras de visualização de forma rápida e efetiva.

A gestão de ativos na nuvem se torna mais efetiva, seguindo uma estrutura de Infraestrutura como Serviço (IaaS, na sigla em inglês). A escalabilidade é um dos principais diferenciais, visto que se paga somente pelo que é usado, com despesas meramente operacionais, segurança e disponibilidade integral.

Ou seja, mapear ativos na nuvem permite aos executivos tomar decisões com as informações mais seguras e com um cruzamento de dados a partir do real uso de soluções e dispositivos. Dessa forma, a TI se torna um verdadeiro ponto de apoio efetivo para a empresa e contribui para a organização como um todo, otimizando todos os ativos, incluindo a força de trabalho dos recursos humanos.

Aprenda a implementar arquitetura orientada a serviços (SOA)

Conceito facilita a integração entre aplicações e pode ser um diferencial para o uso de soluções na nuvem e alinhadas ao novo formato de trabalho, como o home office e o trabalho híbrido

Arquitetura orientada a serviços, conhecida como SOA na sigla em inglês, não se trata de novo tipo de tecnologia ou método adotado pelas empresas. É um conceito de arquitetura de TI que se propõe a facilitar a integração entre aplicações – normalmente disponibilizadas em forma de serviço, podendo ser compartilhadas e adotadas em ambientes distribuídos, caso do home office ou trabalho híbrido.

O objetivo com esse tipo de abordagem é dar agilidade, flexibilidade e reduzir custos das empresas que adotam em seus sistemas, tornando a TI uma área mais estratégica e efetiva. Para compreender melhor esses propósitos e benefícios da SOA, é preciso voltar um pouco no tempo.

Há alguns anos, para integrar sistemas, havia a necessidade de uma conexão personalizada entre dispositivos e componentes de TI, conhecida como integração point-to-point (P2P). Tratava-se de um trabalho complexo, difícil e sujeito a erros: a cada atualização de infraestrutura de aplicação ou de projetos novos, havia necessidade de modificá-la.

Com a SOA, os desenvolvedores tiveram a sua vida facilitada, graças ao uso de alguns protocolos padrão para a integração de aplicações ou serviços. No dia a dia, utiliza-se o chamado ESB (Enterprise Service Buses), que torna acessíveis as interfaces de serviços para o cliente. É um tipo de barramento de serviço voltado a simplificar essa integração, garantindo a disponibilização de serviços, sistemas e processos.

De forma simples, a SOA simplificou a vida da equipe técnica de TI e, ao mesmo tempo, viabilizou a oferta de serviços distribuídos para as empresas, sem a necessidade de aportes constantes. Por esse motivo, a arquitetura orientada a serviços passou a ser vista como um objetivo por muitas organizações, especialmente após as novas demandas trazidas depois da pandemia.

Quais as características da SOA e como implementá-la?

Depois de compreender o que é a SOA e a sua importância, vamos falar de algumas de suas características principais. Muitos usuários utilizam soluções e serviços relacionados à SOA, mas não têm conhecimento sobre o tema, o que é uma de suas características principais. Há a informação de que os serviços são usados, mas não de como são executados.

Veja outros atributos:

Baixo acoplamento e composição de serviços – A ideia é dar o maior nível de independência entre os sistemas que compõem a SOA. Esse tipo de cuidado garante que as equipes técnicas possam realizar manutenções e trabalhar em atualizações sem interrupção do fornecimento, além de minimizar falhas. Com isso, esse conjunto de serviços pode formar novas aplicações compostas e mais completas.

Reutilização – Como falamos, a SOA usa protocolos padrão para a integração de serviços e sistemas. Por isso, uma de suas facilidades é ter a possibilidade de reuso de sua arquitetura para outras aplicações ou processos. Sucesso nessa estratégia resulta em economia de tempo e um melhor apoio de ativos.

Padrões claros – Como mencionamos antes, o ESB se baseia em protocolos de comunicação difundidos e conhecidos pelo mercado, como SOAP (Simple Object Access Protocol) e WSDL (Web Services Definition Language).

Requisições independentes – Cada requisição feita por uma aplicação é uma transação independente, sem considerar os pedidos anteriores. Dessa forma, não há retenção de informações.

Interoperabilidade – Os mesmos serviços podem ser oferecidos a diferentes sistemas, independentemente da plataforma e tecnologia, desde que sigam os protocolos de comunicação padrão.

Como organizar a arquitetura da SOA?

A SOA se reflete tanto para os clientes quanto para o público interno. Por isso, é preciso que seja pensada em diferentes camadas em sua implantação, contemplando:

Interface do cliente – São as interações de quem vai efetivamente usar aquela solução – seja um cliente final ou um colaborador. Quanto mais amigável, melhor, já que a experiência do usuário é importante!

Serviços e processos – Dentro de um catálogo, a empresa tem condição de optar pelos sistemas, aplicações e soluções, considerando os processos necessários para se chegar a esse resultado.

Componentes de serviços – Nela, pensa-se a construção de bibliotecas funcionais e técnicas, que podem servir de referências para o desenvolvimento de novas aplicações ou remodelá-las em prol dos projetos de curto, médio e longo prazos da organização.

Sistemas operacionais – É comum que as soluções adotadas pelas organizações contem com seus próprios sistemas operacionais, necessitando, por vezes, de integrações para tornar a sua gestão mais simples. É importante incluir os dados de cada empresa e fazer uma gestão adequada e segura.

As vantagens da SOA

Se forem seguidas essas características e a organização necessária, as empresas costumam contar com as seguintes vantagens de uma aplicação bem-sucedida da SOA:

Flexibilidade e autonomia – Ganha-se agilidade para criar e desenvolver novas aplicações. Além disso, os módulos são independentes, que podem ter novas funções ou propósitos específicos. Outra facilidade é agregar novas funcionalidades graças à estrutura da SOA.

Melhor proveito da infraestrutura de TI – Amplia-se a chance de reaproveitar os ativos já existentes, reduzindo custos e tendo mais agilidade e eficiência para as modificações e evoluções necessárias em um segmento competitivo.

Disponibilidade e confiabilidade – A independência entre os serviços contribui para a possibilidade de manutenção e de atualizações mantendo as soluções em operação.

Redução de custo – Há uma redução de custos com a TI, a partir dos itens mencionados logo acima: o aproveitamento de ativos e a sua confiabilidade.

Escalabilidade – Os padrões de comunicação permitem o crescimento dos serviços e soluções de acordo com a demanda – tanto em um aumento quanto em uma redução.

Produtividade e qualidade – A equipe de TI pode se focar em atividades mais estratégicas, e o funcionamento dos sistemas e soluções dão tranquilidade aos colaboradores, garantindo dispositivos homogêneos e processos fluídos.

Esse desenho proporcionado pela SOA facilita a transição dos negócios para o uso de novas tecnologias no dia a dia, caso da Internet das Coisas (IoT), big data, analytics, entre outras exigências trazidas pelo mundo dos negócios. Essa visão descentralizada propiciada pela arquitetura orientada a serviços torna essa evolução tecnológica mais simples e eficaz, com um menor aporte de recursos.

Qual a diferença de SOA e microserviços?

Há uma confusão para muitos entre SOA e microsserviços. Enquanto a SOA consiste em uma arquitetura de TI, os microsserviços são uma abordagem de desenvolvimento de softwares, com pequenos serviços se comunicando entre si. Na SOA, esse padrão é mais centralizado, desenvolvendo padrões em torno de uma plataforma de tecnologia.

Para os microsserviços, cada um deles conta com uma base de código separada, fazendo com que sua administração seja simples, inclusive por equipes pequenas. Em um paralelo, é possível afirmar que os microsserviços são como diferentes módulos, facilitando desenvolvimento, testagem, atualização e implantação.

Como são módulos distintos, é possível implantar os microsserviços de forma independente, já que os dados e informações estão restritos a cada um deles, com comunicação via API.

Chamada: Conheça os serviços da Inove Solutions e saiba como a nossa equipe pode contribuir para o seu negócio.

Quais os passos para elaborar um inventário de TI

Confira cuidados no desenvolvimento deste documento, que permite às empresas identificar oportunidades e planejar investimentos no curto, médio e longo prazos

Mostramos no blog, recentemente, a importância da manutenção de TI e a necessidade de focar seu time em ações de alto valor, dois passos que podem ser muito auxiliados com a realização de um inventário de TI. Neste artigo, vamos mostrar os principais cuidados para realizar este processo de forma adequada e eficiente, garantindo uma visão completa da estrutura de TI da organização.

Vamos, porém, partir do princípio: o que é inventário de TI? Trata-se de um documento que deve englobar todos os ativos (software, hardware, licenças, dispositivos) existentes dentro de uma companhia. Nele, estarão presentes informações importantes: dados de compra, manutenções realizadas e as futuras, data de expiração de licenças, funcionário responsável pelo dispositivo, entre outras.

O objetivo por trás deste documento é realizar um levantamento de todos os recursos tecnológicos existentes em uma empresa.

Por que elaborar um inventário de TI?

Em um mundo cada vez mais digitalizado, obter o melhor dos recursos já existentes dentro de uma empresa é um caminho barato e inteligente para se tornar mais competitivo. Uma das certezas é que ignorar este documento vai colocar uma empresa atrás dos seus concorrentes, independentemente do investimento feito em softwares, hardwares, licenças e dispositivos.

Um inventário de TI oferece aos gestores a possibilidade de compreender o momento da organização, identificando oportunidades de investimento e de melhorias, além de antecipar potenciais problemas que podem interferir no dia a dia da organização. Algumas vantagens da elaboração deste documento são:

– Monitorar as necessidades de TI dentro de um planejamento de curto, médio e longo prazo do negócio;

– Antecipar problemas, vulnerabilidades e dificuldades por falta de recursos de TI, ainda mais em uma época na qual a segurança de dados é essencial;

– Manter os prazos de garantia de equipamentos;

– Garantir a realização de manutenções preditivas de dispositivos, ampliando sua vida útil;

– Identificar ativos ineficazes ou obsoletos;

– Ter mais dados para tomar decisões estratégicas sobre futuros investimentos e quais serão as prioridades de melhorias;

– Descobrir o status de proteção dos dados corporativos e potenciais melhorias de segurança;

– Realizar auditorias de softwares e de licenças, identificando prazos de renovação e programas desnecessários.

Como fazer um inventário de TI?

Sabendo do que se trata e quais as vantagens de realizar um inventário de TI, vamos direto ao assunto: o que deve ser incluído neste documento?

1 – Criar categorias

Como todo inventário, o passo inicial é definir as categorias nas quais os ativos devem ser listados. É preciso definir grandes categorias, como hardware, software, usuários e, na sequência, estabelecer subgrupos dentro delas.

É importante que essas divisões internas sejam bem estruturadas, de modo a facilitar a visualização de todos os ativos. Por exemplo, na categoria hardware, é possível separar: computadores, notebooks, impressoras, roteadores, modens, servidores, entre outros. No caso dos softwares, a separação deve ser feita entre aplicativos, licenças e serviços em nuvem.

2 – Definir uma forma de nomeação

Os ativos se repetem dentro de uma empresa, sejam os softwares ou os hardwares. Ainda que dois notebooks sejam exatamente iguais, dentro de um inventário de TI eles precisam ser incluídos de maneira diferente. É importante que esse padrão seja mantido ao longo do tempo, sob pena de o trabalho se perder caso não seja seguido.

O segundo é definir uma forma de nomeação que contemple as especificidades de cada dispositivo, licença ou ativo – e que possa ser facilmente visualizado pelos gestores. É comum a mistura de letras e números para criação de uma regra própria, que deve estar claramente especificada no inventário de TI.

3 – Escolha do software

Obviamente, uma planilha tradicional ou na nuvem pode ser usada para realizar o levantamento dos ativos de TI. Entretanto, existem soluções que tornam esse trabalho mais intuitivo e simples.

Além disso, essas ferramentas podem criar uma lógica de automatização de informações, garantindo a atualização dos ativos de maneira inteligente. Erros e esquecimentos costumam ser mais comuns em processos manuais e repetitivos como esse.

4 – Listagem dos ativos

Após a criação de categorias, seus subgrupos e o padrão de nomeação dos ativos, o trabalho propriamente dito será realizado. É o momento de identificar todos os ativos existentes dentro da corporação e listá-los em seus grupos próprios.

Entre as informações pertinentes, vale não esquecer:

– Nome do produto e o seu nome dentro do padrão estabelecido pela empresa;

– O número do item e seu número de série;

– Dados técnicos de cada dispositivo e software;

– Data de compra, de manutenção e da próxima manutenção preventiva (ou renovação, no caso de licenças e softwares);

– Informações adicionais.

5 – Estabeleça responsáveis

Mesmo com a possibilidade de automatização via software, o inventário de TI é um serviço que terá que ser reavaliado periodicamente, já que as organizações estão constantemente adquirindo novos hardwares e softwares, além da necessidade de manutenções e outros problemas.

Nesse sentido, é mais simples manter um inventário de TI atualizado do que começar do zero após seis meses ou um ano. Por isso, um dos caminhos mais simples é determinar uma pessoa ou um grupo dentro do TI que terá a responsabilidade de fazer essa checagem de forma periódica.

O prazo adequado depende do perfil da empresa, mas pode ser diário, semanal, mensal, trimestral, semestral ou até anual, conforme o perfil empresarial e a situação do TI para atingir os objetivos de curto, médio e longo prazos.

Não esqueça de alguns cuidados adicionais

Faça auditorias – Além da listagem dos ativos, é preciso realizar auditorias frequentes nos dispositivos e em toda a estrutura em busca de vulnerabilidades e outras falhas. Em um universo no qual os ataques cibernéticos são cada vez mais comuns, esse cuidado é fundamental.

Proteja os dados – Assim como ocorre com os dados empresariais, é preciso que o inventário de TI esteja bem protegido, pois ele trará informações estratégicas sobre o seu negócio. Mantenha backups seguros e invista na proteção do seu negócio.

Estabeleça termos de responsabilidade – Em um cenário de trabalho híbrido e home office, muitos ativos empresariais estão localizados na casa de colaboradores. Crie um termo de responsabilidade e garanta que esses dispositivos e softwares sejam devidamente monitorados, atualizados e protegidos.

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